(4 de dezembro de 1975)
[...] No fim do jantar, ela propõe um café. Diante de seus amigos estupefatos, depois de um breve acesso de tosse, Hannah Arendt cai para trás em sua poltrona e perde a consciência. Consta o nome de um médico em um frasco de remédio sobre a escrivaninha. Ele chegará tarde demais.
[...] Essa morte tão brusca, sem dor, sem alerta - como não pensar em um pássaro atingido em pleno vôo pela arma de um caçador - ressoa estranhamente. Hannah Arendt, que passou toda a sua vida tentando entender a plenitude do homem, que sempre soube em seu íntimo que a morte faz parte da vida, constitui sua própria essência, sua razão de ser, morreu sem perceber.
Laure Adler - Nos Passos de Hannah Arendt - biografia
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