Saturday, July 17, 2010

Coisas que a gente lê na internet III

Tem os blogs de pessoas conhecidas, próximas (se bem que no ambiente virtual, próximo passou a ter um significado muito amplo). Visita-se sempre. Não uso os "avisadores" de postagem, apesar de saber que são úteis, vou na unha, um por um, todo dia.

Tem a ronda de notícias, os portais jornalísticos. Tem os links que vão surgindo. Um amigo, 15 anos atrás, nos primórdios, dizia: na internet você acha que está navegando, vai ver, você é o peixe. Tem o google! Os temas que surgem. As redes sociais.

E tem os endereços que capturam. A página do Zanini achei porque queria pesquisar sobre o Sudão, o genocídio na região do Darfur e o problema das crianças soldados. Achei tanta coisa que o Leituras ficou parecendo um espelho do Pé na África. O plano era publicar a série toda do Sudão, mas eram posts demais para reproduzir. Pela primeira vez na vida deste blog fiquei achando que tinha que pedir permissão para reproduzir os textos. Sinto que é pela quantidade mas, também, pela qualidade. O material do Pé na África me pareceu bom demais! precioso. Gozado, né? deu vontade de pagar :)

Aí entra o Manual do Minotauro. Laerte é um daqueles que eu não canso de seguir. Está colocado, pra mim, na lista dos pensadores geniais do Brasil contemporâneo. Minha lista é rigidíssima, coisa de gente muito mau humorada, no panteão da música sobraram um ou dois vivos, no cinema mundial poucos mais e assim por diante. Tenho dúvidas se o Laerte é reconhecido no tamanho de sua importância. Enfim, achei essa série Desenhar e, paciência, vou copiar ela toda. A partir da ideia de crise diante do papel em branco, o cara vai desenvolvendo uma penca de quadrinhos, um melhor do que o outro. Super manjado dentro do que ele sempre faz. Muito perto do maneirismo. E por esse próprio cinismo auto-cítrico e doce, coisa simples - do caralho!



continua

2 comments:

KS Nei said...

Falo e disse.
Bem mesmo o LAerte, por si, acha-se tao importante. Eles nao sabem quando e como sao pequenos deuses sob o olimpo.

Leituras said...

Tem um poeta, muito polêmico, Bruno Tolentino, que dizia que os escritores "menores" são aqueles que apontam os artistas que fazem a diferença. É preciso uma rede crítica e auto-crítica, quer dizer, né? que aponte os caras. Todo mundo compartilha das mesmas buscas mas, só uns poucos chegam lá longe, onde todos sonhavam chegar. No Brasil de hoje tem muito compadrio, esse mapeamento ficou mais difícil. Sem falar nos self-made-myths, isso que é o oposto do que o Laerte é e que infestam a discussão cultural com seu empreendedorismo eficiente (argh!).