Sunday, August 01, 2010

Por que as vacas são sagradas no Brasil?

CAETANO VELOSO
Por Marcus Preto

Um ser onipresente na música brasileira

Não há nada na música popular do Brasil que não esbarre em Caetano Veloso. Assim como a bossa nova de João Gilberto, o tropicalismo (movimento engendrado não só por Caetano, mas principalmente por ele) causou um efeito irreversível: tornou indisponível às gerações posteriores a sua explosão qualquer contato "virgem" com algum outro segmento musical. É involuntário: tudo o que ouvimos hoje - mesmo o que foi criado antes (ou à parte) da existência de Caetano - nos atinge invariavelmente modificado pelos conceitos demolidores colocados por ele naquele momento (e depois), todos já tão assimilados por nossos tímpanos. Mais do que a música, Caetano revolucionou o olhar do Brasil em relação a ela, e em relação a si próprio. A revolução começou no Festival da Record de 1967, em que o baiano apresentou sua marcha-rancho "Alegria Alegria" acompanhado pelas polêmicas guitarras elétricas do grupo de rock argentino Beat Boys. Essa tacada (e as seguintes) não só implodiria os dogmas cravados pela MPB até ali como redefiniria os ouvidos do futuro sobre o que quer que por eles viesse a entrar. E nada mais seria como um dia foi.

Foto: Daniel Klajmic

Versão com dúvidas

Um ser onipresente na música brasileira (?)

Não há nada (?) na música popular do Brasil que não esbarre em Caetano Veloso (?). Assim como a bossa nova (?) de João Gilberto, o tropicalismo (movimento engendrado não só por Caetano, mas principalmente por ele) causou (?) um efeito irreversível (?): tornou indisponível às gerações posteriores a sua explosão qualquer contato "virgem" com algum outro segmento musical. É involuntário: tudo o que ouvimos hoje - mesmo o que foi criado antes (ou à parte) da existência de Caetano - nos atinge invariavelmente (?) modificado pelos conceitos demolidores (?) colocados por ele naquele momento (e depois), todos já tão assimilados por nossos tímpanos. Mais do que a música, Caetano revolucionou (?) o olhar (?) do Brasil em relação a ela, e em relação a si próprio. A revolução começou no Festival da Record de 1967, em que o baiano apresentou sua marcha-rancho "Alegria Alegria" acompanhado pelas polêmicas guitarras elétricas do grupo de rock argentino Beat Boys. Essa tacada (e as seguintes) não só implodiria (?) os dogmas cravados pela MPB até ali como redefiniria (?) os ouvidos do futuro sobre o que quer que por eles viesse a entrar. E nada mais seria como um dia foi.

http://www.rollingstone.com.br/edicoes/25/textos/3468/

1 comment:

KS Nei said...

"Os Mutantes sao demais".

CAetano em "Eles".

Abs!