Na Faécia, Atená, aparecendo em sonho a Nausícaa, filha do rei, admoesta-a a ir lavar suas roupas na praia (provavelmente em algum rio que desembocava no mar), onde ela encontra Odisseu que aí viera parar numa balsa. Nausícaa o encoraja a procurar a hospitalidade (ksenía) de seus pai, o rei Alcínoo e a rainha Areté, o que o herói se dispõe a fazer. Aceito na corte dos Feácios e sem revelar seu nome, Odisseu lá permanece por vários dias, toma parte em uma competição de disco e, finalmente, é convidado pelo rei a sentar-se no salão para ouvir o famoso cantor cego Demódoco, “que a Musa muito amara, e lhe dera bens e males: / dos olhos o privara, mas lhe dera a doce canção ” (Od. 8.63-4). Demódoco canta três rapsódias: a primeira, sobre a disputa entre Odisseu e Ájax Telamônio pelas armas de Aquiles; a segunda, sobre o caso amoroso de Afrodite e Hefesto, que pode ser ouvida no link abaixo de acordo com a reconstrução hipotética de G. Danek (Univ. de Viena) e S. Hagel (Academia de Ciências da Áustria):
(fonte: Homeric Singing: An Approach to the Original Performance)
Odisseu, a fim de testar a suposta inspiração divina de Demódoco, o convida a cantar sobre o estratagema do cavalo de Tróia, por ser um assunto em que o mesmo poderia verificar a veracidade dos contos musicados pelo bardo. Este, de fato, canta o episódio tão vividamente e com tantos detalhes que Odisseu, deixando-se levar pela emoção, irrompe num choro descontrolado, traindo, assim sua identidade.
http://mithologiai.blogspot.com/
(fonte: Homeric Singing: An Approach to the Original Performance)
Odisseu, a fim de testar a suposta inspiração divina de Demódoco, o convida a cantar sobre o estratagema do cavalo de Tróia, por ser um assunto em que o mesmo poderia verificar a veracidade dos contos musicados pelo bardo. Este, de fato, canta o episódio tão vividamente e com tantos detalhes que Odisseu, deixando-se levar pela emoção, irrompe num choro descontrolado, traindo, assim sua identidade.
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