Ser-o-aí é o que nos é mais próximo, já que somos nós mesmos que existimos como tal. Porém, do ponto de vista ontológico é também o que há de mais estranho e distante para nós, quanto ao conhecimento de nossa essência. Para nos aproximarmos reflexivamente desse conhecimento, temos de perguntar pelo modo de ser da existência que somos. Esta é, fundamentalmente, contingência, temporalidade, facticidade (Faktizität), finitude.
Ser-o-aí existe no tempo, e a temporalidade (Zeitlichkeit) é um componente fundamental de sua estrutura. Isso implica que toda compreensão possível de Ser, a partir do Dasein, é uma compreensão temporal. Por outro lado, se a temporalidade constitui um predicado ontológico originário da sua essência, então o ser-o-aí deve ser mostrado pela análise fenomenológica como sendo finito e mortal.
Oswaldo Giacoia Jr. - Heidegger Urgente: Introdução a um novo pensar
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